terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Aula 11 15/01/10

Última aula... ahhhhh
pena que terminou... ficaram as reflexões, os questionamentos, os relatos, o conhecimento e a experiência!

Foi muito bom ter feito essa disciplina nesse momento da minha vida! Obrigada por todos que fizeram parte disso! Obrigada colegas, e a profª em especial por estar aberta ao novo, em nos instigar a saber mais, e nos auxiliar na nossa caminhada acadêmica, além de propor fazermos o blog como instrumento avaliativo.
Enfim, foi ótimo tudo que aprendemos, como faz diferença conhecermos os nossos direitos, e sabermos como é possível defendê-los.

Como sugestão fica a ida ao Fórum Social Mundial em Bento Gonçalves-RS http://www.fsmserragaucha.com.br/ espero encontrá-los lá!!!
e também o filme ""Lula o filho do Brasil" o qual foi discutido em sala de aula e conta a história dos movimentos sociais no Brasil e luta por direitos humanos!



Aula 10/01/10


Nesse encontro a aula foi realizada no CRP em Caxias do Sul tivemos a palestra com a psicóloga Silvia Guigliani.
No primeiro momento falou-se especialmente sobre o CREPOP, o qual é ligado ao Sistema Conselhos, ligado ao CFP Conselho Federal de Psicologia.
Ela explicou como funciona o CREPOP, quais são as ações que estão na responsabilidade desse conselho. Também vimos que a cada ano eles realizam diferentes pesquisas em políticas públicas.
Uma das funções do CREPOP também é o controle social ligando os trabalhadores da área o usuário e a gestão. 
Para ilustrar a psicóloga disse: “Sozinha eu vou mais rápida, junto eu vou mais longe” referindo ao nosso trabalho como psicólogos na saúde pública e em qualquer área.
No segundo momento começamos a falar sobre as políticas públicas para a educação, o que particularmente me interessa muito. Inicialmente vimos que assim como as políticas públicas para a saúde para a educação também surgem das mesmas lutas, movimentos sociais etc.
Em seguida falou-se sobre o PAICA Programa de Atenção Integral à Criança e Adolescente do qual a palestrante participou. Vimos que muitas vezes as políticas são criadas de acordo com o desejo dos profissionais da área sem levar em consideração o desejo e as demandas dos interessados e beneficiados com as políticas públicas, eles podem contribuir e muito para a construção das políticas.
Interessante também pensar porque tanta demora e resistência na criação de políticas públicas, “somos educados a não pensar”. Mudar o mundo demanda tempo, energia e dedicação, as atitudes requerem tudo isso, não há mudança sem esforço, principalmente quando trata-se de políticas públicas.
Ainda sobre educação falou-se de mais um ponto polêmico uso de medicamentos como a ritalina, por exemplo, indiscriminadamente. Muitas vezes ela mascara muitos outros problemas, sejam problemas da criança,  da família, do professor, da metodologia, da gestão, da escola, enfim, com o uso desse e de outros medicamentos há um alerta, o que de fato está acontecendo na escola. Uma das razões apontadas como causadora dessa tensão foi a lei que determina que toda criança deve freqüentar a escola, e fazer o ensino fundamental, sabe-se que isso não ocorre em sua totalidade mas há avanços nesse quesito. Com essa inclusão na escola muitos profissionais da área não estavam preparados para isso e a escola ficou mais e mais fragilizada. A meu ver cabe então aos profissionais dessa área também ajudar para tornar esse ambiente mais saudável em que a comunidade escolar como um todo possa se fortalecer e também garantir melhorias para eles.
“Cada um vê o mundo do lugar que ocupa” Milton Santos

Assim como nós vimos sobre a saúde do trabalhador deve-se pensar que também não devemos nos institucionalizar. O que a população, nesse caso a comunidade escolar espera do psicólogo? Por isso mais imperioso se faz conhecer as políticas públicas, a constituição o ECA, qual é a nossa real função nessa área, como melhor podemos ajudar.
Ainda sobre isso deve-se ver o educador como um trabalhador, que também sofre da “doença invisível” e tem inúmeros problemas para lidar, todos os dias, e muitas vezes, sem ter sido preparado para isso.
Também analisamos “trabalho prescrito e trabalho real” o professor como outros profissionais tem que vivenciar isso no dia-a-dia de trabalho, ele muitas vezes planeja muito mais do que é possível realizar em sala de aula, lidar com as frustrações etc.
Pensar em políticas públicas movimenta nossas crenças, por isso é difícil analisar de fora e fazer uma mudança real.
Muito se ouviu durante a formação acadêmica em clínica ampliada, por que não ampliar a clínica aumentando a rede de cuidado em saúde, há como fazer clínica no setor público porém é diferenciada.
“Desalienar”, como foi visto antes, somos educados a não pensar, não discutir, por isso é também difícil que as mudanças aconteçam.
“Não há cuidado sem vínculo”.
Para as políticas em saúde e principalmente pesquisa usa-se a metodologia da ação-reflexão-ação, protagonismo social etc.


Pensando sobre essas reflexões lembrei do filme colcha de retalhos em que as personagens precisam construir uma colcha feita de retalhos, cada ano é um tema e o tema da vez é o amor, elas possuem cada uma histórias diferentes as quais se unem formando a colcha. Assim nós devemos nos unir de pontos de vista diferentes, de lugares sociais diferentes, pensando no bem comum e na garantia de direitos humanos a todos.


Aula 9 13/01/10 segunda parte

Na segunda parte da aula vimos as Políticas Públicas na área de Saúde do Trabalhador. Tivemos na aula uma convidada Maria Marlena para falar de sua experiência na área.
O primeiro ponto interessante para mim foi: “os gestores não implementavam as políticas por que era uma luta de esquerda”. A partir disso temos uma visão de como é difícil trabalhar essa temática principalmente no serviço público. A preocupação não era a saúde e sim político partidária, capitalista.
Todos temos algum tipo de sofrimento psíquico, e isso reflete no trabalho ou é gerado no trabalho, a partir disso o psicólogo deve pensar em meios de intervenção. O trabalho é a nossa identidade, as pessoas perguntam “Qual o seu nome?” “Em que você trabalha?” é automático, embora as vezes eu não concorde com isso. Daí vem a questão o que você faz define que você é? Ou o que você é define o que você faz? Mas aí já é outra história...
Uma outra pergunta: De quem é afinal a responsabilidade com a saúde do trabalhador? Do SUS ou do Ministério do Trabalho...
Quando o trabalhador do serviço público adoece em decorrência do trabalho ele utiliza o plano de saúde específico, o que deveria ser na verdade de responsabilidade do empregador ou gestor, questão complicada!
Em todos os lugares quando o trabalhador adoece em decorrência do trabalho é de responsabilidade do empregador! Mas será que isso está sendo cumprido? Ai vem um gestor e diz: “eu quero que você me diga quais são as batatas podres” por favor...
Mas também tem o outro lado, pessoas que usam o benefício e não voltam a trabalhar tentar burlar o sistema e continuar “encostados”, e até aí há o sofrimento psíquico.
Depois os colegas ficaram perguntando mais e mais sobre como é ser um psicólogo organizacional, o que foi muito elucidativo. Devemos entender bem a questão cultural embutida no ambiente de trabalho, ser firme e se posicionar, e ver o psicólogo como um prestador de serviços e não um funcionário, além disso, o posicionamento ético, não se deve “deixar passar” pois que o fizer será responsabilizado e deve-se utilizar o conhecimento teórico também para afirmar nossa posição frente às situações adversas. Além é claro da supervisão que o psicólogo deve manter para o bom andamento do trabalho.
Bom, nesse assunto há muito mais perguntas que contribuições, para isso, deve-se estudar mais e mais e conhecer a realidade da profissão antes da escolha.

Aula 9 13/01/10


Política Pública Assistência Social - SUAS
 

Na primeira parte trabalhamos com as políticas públicas na área de Assistência Social o SUAS. Vimos que possui algumas semelhanças e diferenças com relação ao SUS.
As políticas públicas a área assistencial, visão primeiramente a autonomia do indivíduo. Muitas vezes ele não tem condições básicas para viver, as políticas atuam no sentido de proporcionar a essas pessoas certas condições básicas de assistência para que ela possa por si só, de forma autônoma, continuar sua vida.
As políticas incidem no sentido de garantir proteção social para pessoas em vulnerabilidade social, saímos de uma visão assistencialista para uma visão no sentido de produzir autonomia. Para tanto são organizados em órgãos de assistência como o CRAS Centro de Referência em Assistência Social, o qual se localiza em área de risco, vulnerabilidade social. Está dentro do programa de proteção social básica. 

Muito interessante esse serviço, pois à semelhança da unidade básica de saúde ele é descentralizado e territorializado, ou seja, está onde há maior demanda, em zonas mais vulneráveis, e centrado na família. Outra observação que achei interessante é o fato de que em Caxias a FAS é responsável pelo controle e organização desse serviço.
Vemos que há em cada CRAS no mínimo um psicólogo e um assistente social, obrigatoriamente, o que sinaliza para um campo de trabalho em expansão, porém o psicólogo nesses contextos realiza uma intervenção clínico-política, ou seja, o psicólogo é responsável pela detecção de situações de risco, avaliação, encaminhamento para outros serviços, entre outras funções, não estritamente clínica.
Estudamos também a PNAS Política Nacional de Assistência Social que atualmente está sendo discutida e revisitada, pois não há uma regulamentação de qual a porcentagem de quanto cada instância de governo deve dedicar a Assistência Social.
Importante ressaltar também quais são os níveis de atendimento, o de baixa complexidade e acolhida situado no CRAS e os de Média e Alta complexidade que são de responsabilidade do CREAS Centro de Referência Especializada em Assistência Social que ser refere a proteção social especial.
Além de tudo isso, vem as políticas compensatórias que tem impacto muito grande sobre as populações mais carentes.
Num dado momento da aula levantou-se uma discussão o assistente social pode fazer psicoterapia ou terapia de família? A psicoterapia é essencialmente uma prática do psicólogo, porém as terapias alternativas podem ser realizadas por psicólogos?
Então quais as relações imbricadas, entre essas duas práticas e essas modalidades profissionais?
O psicólogo cadastrado no CRP não pode fazer uso de terapias alternativas profissionalmente. Mas será que as terapias alternativas não são eficazes, acho que sim, mas e aí? O psicólogo deveria ter formação específica para poder utilizar outra técnica, por exemplo, este é um debate interessante, que requer mais estudo, portanto reservamos para outro momento, porém fica a reflexão sobre o que é mais importante é a saúde do sujeito, independente da terapia utilizada.
Há também outros programas de assistência social como o PAIF programa de atenção integral à família.
As considerações finais, se podemos por assim, são qual o papel do psicólogo no SUAS? E uma outra que particularmente me intrigou: por que no serviço de assistência social com o CRAS é obrigatória a existência de um psicólogo e em uma UBS ainda não é? Creio que há mais tópicos envolvidos nessas questões, mas devemos iniciar o debate desde já!

Aula 8 12/01/10

Política Pública sobre Álcool e Drogas
Para mim essa foi uma das aulas mais polêmicas. Por que a questão das drogas está culturalmente
tão imbricada em nossas vidas que é difícil visualizar de fora.
Primeiro considerando o histórico do uso de drogas no mundo, desde os primórdios isso acontece.
Depois o que é droga ai algumas informações que achei interessante colocar...

Para mim ficaram mais questões que conclusões...
Por que algumas drogas são lícitas e outras ilícitas/ quem determina isso?
Como é a questão das drogas...
Do ponto de vista político
Do ponto de vista econômico
Do ponto de vista religioso
Do ponto de vista médico
E a mídia, será que os dados que são divulgados são verdadeiros, por que tanta disparidade e modos de colocar o assunto?
É querendo ou não as crenças interferem no julgamento da questão, por isso maior ainda a necessidade de conhecimento do assunto para evitar erros.

Um dos problemas relatados no trabalho com a questão das drogas é o centrar na droga e não no usuário, o problema maior não é a droga, mas porque a pessoa a procura, e o que fazer para viver melhor a partir disso.


Vimos também depois disso a política pública de redução de danos.

O que é Redução de Danos?

Redução de Danos é uma estratégia de saúde pública que busca controlar possíveis consequências adversas ao consumo de psicoativos -lícitos ou ilícitos - sem, necessariamente, interromper esse uso, e buscando inclusão social e cidadania para usuários de drogas.
Por que fazer Redução de Danos?
Grande parte de usuários de drogas que faz uso problemático não consegue ou não quer parar de usá-las. Essas pessoas encontram nos Programas de Redução de Danos quem as aceita e oriente, de modo a evitar consequências mais graves do uso.
A Redução de Danos tem sido a política prioritária para o desenvolvimento de ações junto a usuários de drogas e são desenvolvidas pelas três esferas de governo e também pelas organizações da sociedade civil.
O Ministério da Saúde tem envidado esforços para fortalecer a parceria entre os Programa de Saúde Mental, Programa de Hepatites Virais e o Programa Nacional de DST e Aids objetivando promover a integralidade da atenção e a visibilidade da redução de danos como uma política de saúde publica.
O trabalho de redução de danos, quando iniciado no Brasil, era focado em usuários de drogas injetáveis e foi avançando muito, ampliando seu campo de atuação e concebendo a redução de danos como uma política de saúde.
As ações de redução de danos devem preconizar reduzir todos os danos a saúde dos usuários e usuárias, considerando a exclusão social, as questões estruturais, o estabelecimento de referências e contra-referências como prioritárias dentro dos programas desenvolvidos. Assim, são apoiadas ações de fortalecimento da rede de redução de danos. 
Redução de Danos funciona?
· 23% dos usuários atendidos pelos PRD (Programas de Redução de Danos) procuraram tratamento para dependência química.
· Nos países onde foi implantada precocemente, como na Austrália, a taxa de infecção pelo HIV entre UDI se mantém abaixo de 5%.
- Em todos os locais onde os PRDs funcionam, melhora o acesso dos UDI aos cuidados de saúde e à qualidade de vida
Redução de danos é incentivo ao uso de drogas?
Não. Os Programas de Redução de Danos não incentivam o uso nem distribuem drogas. A distribuição de material preventivo visa a proteção à saúde. 
Vale a pena?
Só pelo resgate de pessoas que de outro modo continuariam marginalizadas e vulneráveis já vale. Além disso, a relação custo-benefício é muito boa: cada caso de Aids custa ao país, pelo menos , US$ 3,000,00/ano, só em medicamentos, enquanto o atendimento a cada UDI custa US$ 29.00/ano.
Fonte: http://www.netpsi.com.br/artigos/050204_reducao_danos.htm

Discutimos também o filme “O senhor das Armas” conta a história de um traficante de armas , como isso está presente em nosso dia-a-dia e não sabemos, envolvendo pessoas que na verdade seria responsáveis pela nossa segurança. Muitas vezes, a guerra contra os traficantes é financiada por agências de origem duvidosa que patrocinam a guerra contra as drogas, sem contudo resolver o problema dos usuários, suas famílias e da população em geral.
 O problema não é a substância mas o contexto a subjetividade, o sujeito pode entrar por qualquer droga, não necessariamente a maconha, Portanto deve-se focar no indivíduo e não tentar eliminar a droga, se não for uma será outra.
“Não devemos impor abstinência, não tem como ter o controle” para isso deve haver o vínculo com o paciente, pela defesa da vida e dos direitos humanos. A política de redução de danos também considera os graus de uso, que tipo de paciente se beneficiaria com essa metodologia.
Com a PNAD Política Nacional antidrogas de 2002 houve uma diferenciação entre usuário e traficante o que permite um outro olhar sobre o usuário.
A meu ver a questão ainda merece debate, deve haver uma diferenciação em campanhas e tratamento para quem já é usuário de drogas e campanhas mais efetivas de prevenção. A redução de danos também deve ser melhor compreendida e explicada para o grande público para que haja maior compreensão de como ela funiciona, e que seja benéfica e eficaz, para que não continuemos a propagar o preconceito.
Ainda é preciso pensar na prevenção à recaída e redução de danos clínicos e também sociais.

Aula 7 11/01/10

A aula iniciou com um debate sobre o Orçamento Participativo com o Sr. Gilmar, e em seguida um debate com o Sr. Pisetti sobre a construção de organizações de bairros e associações de moradores de bairros. Ele contou como era no início a organização dessas entidades, inclusive no Bairro Madureira onde reside até hoje. UAB União das Associações de Bairros.
Em seguida ele deu seu depoimento sobre a época da ditadura militar em Caxias do Sul, pois por defender os direitos da população ele tinha sido preso nesse período juntamente com outras pessoas incluindo o Dr. Henrique Ordovás.
Além disso, discutiu-se sobre controle social e orçamento participativo, prioridades na assistência. Vimos que muitas conquistas foram realizadas através do OP, as comunidades nos bairros puderam entender o porque do uso do dinheiro público, onde estava sendo investido, e puderam opinar com o que realmente estavam necessitando no momento. Essa é também a lógica do SUS e do controle social, as pessoas terem acesso às contas públicas, descentralizando o poder e oportunizando à população em geral também garantir seus direitos.
Achei muito interessante a presença desses convidados, pois normalmente não sabemos de detalhes sobre ditadura, como as pessoas comuns lidaram com isso, qual foi a repercussão disso numa cidade pequena como Caxias do Sul. E também como foi o percurso histórico, como surgiram as primeiras associações de bairros na cidade.
 No segundo momento houve a palestra com a enfermeira Érika que explicou sobre a Política Nacional de Humanização do SUS, o PNH e sua experiência com a implantação do programa em Farroupilha.
Ela relatou como é difícil no início, mas também que é possível! Foi muito bom o relato, pois a partir disso, foi possível entender melhor como funciona a política de  humanização na prática. Vimos também sobre a cartilha, o documento base e revimos os princípios do SUS.
 “A saúde é direito de todos e dever do estado” como será bom quando isso ocorrer em sua integralidade.
Ela montou um GTH Grupo de Trabalho sobre Humanização, na cidade dela. Uma das diretrizes do SUS trabalhadas foi a grupalidade, ou seja, a equipe faz a diferença, tira o individualismo, buscar no grupo a força/potência do próprio grupo. Aproximar os trabalhadores da área aos usuários do serviço. “Sempre o cuidado é mais importante”. “O objetivo é o bem comum”.
De acordo com a profª é preciso VONTAGIAR vontade e contagiar, para conseguirmos trabalhar nos princípios da política e haver o reencantamento pelo SUS, incluindo os diferentes sujeitos no processo de saúde.
Nesse GT os profissionais, usuários e interessados discutiam problemas e possíveis soluções no trabalho com a saúde, tentando construir junto e colaborativamente.
Para finalizar vimos que para conhecer o serviço é preciso ver de fora, analisar o que está bom e o que precisa melhorar para poder avançar no processo de construção de melhores caminhos a seguir. E também ter bem claro a questão da descentralização do poder, hoje pode-se estar no poder e no futuro não, ter em mente as consequências disso e trabalhar sempre para o bem comum.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Aula 6 09/01/10


Nessa aula continuamos a falar sobre a política pública na área da saúde e suas especificidades.
Vimos as NOB Normas Operacionais Básicas de Saúde. Muito também foi comentado a respeito do Orçamento Participativo que vigorava em Caxias do Sul com o ex-prefeito Pepe Vargas e no estado da gestão do ex-governador Olívio Dutra, que funcionava como uma espécie de controle social. Tinha como função socializar com a população as mudanças, e com um impacto no coletivo, funcionava na mesma lógica do SUS, a população também participava com um sentimento de pertencimento, e assim cuida vadas conquistas, era uma espécie de descentralização do poder.
As NOBs por sua vez servem para normatizar ações de políticas públicas em saúde. Como distribuir recursos com equidade, por exemplo.
Historicamente as pessoas não tinham direito à saúde, e então pediam favores para políticos porque antes não havia um sistema organizado como  o SUS, porém algumas pessoas continuam fazendo isso, o que dificulta o bom funcionamento do sistema.
Alguns princípios da NOAS do SUS.
Regionalização, fortalecimento da capacidade de gestão do SUS, Município investir 15% em saúde e o Estado 12% em saúde, com a PEC 29, se for implantada, a Federação deverá investir 10% em saúde.
Quem são os atores do SUS, o conselho Nacional de Secretarias Municipais de saúde, o Conselho de saúde da cidade.
Vimos o pacto pela saúde de 2006, mais um marco legal nas políticas públicas em saúde, o qual rege a consolidação do SUS, em defesa do SUS em defesa da vida e em defesa da gestão, no pacto temos as diretrizes e os princípios do SUS.
Vimos exemplos de que como algumas pessoas não fazendo seu trabalho pode atrasar e prejudicar a recuperação de diversas outras pessoas. E também a importância de sabermos quais os hospitais conveniados com o SUS, como isso funciona, entre outros assuntos relacionados, que contribuíram para a nossa vida profissional e pessoal.