terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Aula 10/01/10


Nesse encontro a aula foi realizada no CRP em Caxias do Sul tivemos a palestra com a psicóloga Silvia Guigliani.
No primeiro momento falou-se especialmente sobre o CREPOP, o qual é ligado ao Sistema Conselhos, ligado ao CFP Conselho Federal de Psicologia.
Ela explicou como funciona o CREPOP, quais são as ações que estão na responsabilidade desse conselho. Também vimos que a cada ano eles realizam diferentes pesquisas em políticas públicas.
Uma das funções do CREPOP também é o controle social ligando os trabalhadores da área o usuário e a gestão. 
Para ilustrar a psicóloga disse: “Sozinha eu vou mais rápida, junto eu vou mais longe” referindo ao nosso trabalho como psicólogos na saúde pública e em qualquer área.
No segundo momento começamos a falar sobre as políticas públicas para a educação, o que particularmente me interessa muito. Inicialmente vimos que assim como as políticas públicas para a saúde para a educação também surgem das mesmas lutas, movimentos sociais etc.
Em seguida falou-se sobre o PAICA Programa de Atenção Integral à Criança e Adolescente do qual a palestrante participou. Vimos que muitas vezes as políticas são criadas de acordo com o desejo dos profissionais da área sem levar em consideração o desejo e as demandas dos interessados e beneficiados com as políticas públicas, eles podem contribuir e muito para a construção das políticas.
Interessante também pensar porque tanta demora e resistência na criação de políticas públicas, “somos educados a não pensar”. Mudar o mundo demanda tempo, energia e dedicação, as atitudes requerem tudo isso, não há mudança sem esforço, principalmente quando trata-se de políticas públicas.
Ainda sobre educação falou-se de mais um ponto polêmico uso de medicamentos como a ritalina, por exemplo, indiscriminadamente. Muitas vezes ela mascara muitos outros problemas, sejam problemas da criança,  da família, do professor, da metodologia, da gestão, da escola, enfim, com o uso desse e de outros medicamentos há um alerta, o que de fato está acontecendo na escola. Uma das razões apontadas como causadora dessa tensão foi a lei que determina que toda criança deve freqüentar a escola, e fazer o ensino fundamental, sabe-se que isso não ocorre em sua totalidade mas há avanços nesse quesito. Com essa inclusão na escola muitos profissionais da área não estavam preparados para isso e a escola ficou mais e mais fragilizada. A meu ver cabe então aos profissionais dessa área também ajudar para tornar esse ambiente mais saudável em que a comunidade escolar como um todo possa se fortalecer e também garantir melhorias para eles.
“Cada um vê o mundo do lugar que ocupa” Milton Santos

Assim como nós vimos sobre a saúde do trabalhador deve-se pensar que também não devemos nos institucionalizar. O que a população, nesse caso a comunidade escolar espera do psicólogo? Por isso mais imperioso se faz conhecer as políticas públicas, a constituição o ECA, qual é a nossa real função nessa área, como melhor podemos ajudar.
Ainda sobre isso deve-se ver o educador como um trabalhador, que também sofre da “doença invisível” e tem inúmeros problemas para lidar, todos os dias, e muitas vezes, sem ter sido preparado para isso.
Também analisamos “trabalho prescrito e trabalho real” o professor como outros profissionais tem que vivenciar isso no dia-a-dia de trabalho, ele muitas vezes planeja muito mais do que é possível realizar em sala de aula, lidar com as frustrações etc.
Pensar em políticas públicas movimenta nossas crenças, por isso é difícil analisar de fora e fazer uma mudança real.
Muito se ouviu durante a formação acadêmica em clínica ampliada, por que não ampliar a clínica aumentando a rede de cuidado em saúde, há como fazer clínica no setor público porém é diferenciada.
“Desalienar”, como foi visto antes, somos educados a não pensar, não discutir, por isso é também difícil que as mudanças aconteçam.
“Não há cuidado sem vínculo”.
Para as políticas em saúde e principalmente pesquisa usa-se a metodologia da ação-reflexão-ação, protagonismo social etc.


Pensando sobre essas reflexões lembrei do filme colcha de retalhos em que as personagens precisam construir uma colcha feita de retalhos, cada ano é um tema e o tema da vez é o amor, elas possuem cada uma histórias diferentes as quais se unem formando a colcha. Assim nós devemos nos unir de pontos de vista diferentes, de lugares sociais diferentes, pensando no bem comum e na garantia de direitos humanos a todos.


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