terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Aula 8 12/01/10

Política Pública sobre Álcool e Drogas
Para mim essa foi uma das aulas mais polêmicas. Por que a questão das drogas está culturalmente
tão imbricada em nossas vidas que é difícil visualizar de fora.
Primeiro considerando o histórico do uso de drogas no mundo, desde os primórdios isso acontece.
Depois o que é droga ai algumas informações que achei interessante colocar...

Para mim ficaram mais questões que conclusões...
Por que algumas drogas são lícitas e outras ilícitas/ quem determina isso?
Como é a questão das drogas...
Do ponto de vista político
Do ponto de vista econômico
Do ponto de vista religioso
Do ponto de vista médico
E a mídia, será que os dados que são divulgados são verdadeiros, por que tanta disparidade e modos de colocar o assunto?
É querendo ou não as crenças interferem no julgamento da questão, por isso maior ainda a necessidade de conhecimento do assunto para evitar erros.

Um dos problemas relatados no trabalho com a questão das drogas é o centrar na droga e não no usuário, o problema maior não é a droga, mas porque a pessoa a procura, e o que fazer para viver melhor a partir disso.


Vimos também depois disso a política pública de redução de danos.

O que é Redução de Danos?

Redução de Danos é uma estratégia de saúde pública que busca controlar possíveis consequências adversas ao consumo de psicoativos -lícitos ou ilícitos - sem, necessariamente, interromper esse uso, e buscando inclusão social e cidadania para usuários de drogas.
Por que fazer Redução de Danos?
Grande parte de usuários de drogas que faz uso problemático não consegue ou não quer parar de usá-las. Essas pessoas encontram nos Programas de Redução de Danos quem as aceita e oriente, de modo a evitar consequências mais graves do uso.
A Redução de Danos tem sido a política prioritária para o desenvolvimento de ações junto a usuários de drogas e são desenvolvidas pelas três esferas de governo e também pelas organizações da sociedade civil.
O Ministério da Saúde tem envidado esforços para fortalecer a parceria entre os Programa de Saúde Mental, Programa de Hepatites Virais e o Programa Nacional de DST e Aids objetivando promover a integralidade da atenção e a visibilidade da redução de danos como uma política de saúde publica.
O trabalho de redução de danos, quando iniciado no Brasil, era focado em usuários de drogas injetáveis e foi avançando muito, ampliando seu campo de atuação e concebendo a redução de danos como uma política de saúde.
As ações de redução de danos devem preconizar reduzir todos os danos a saúde dos usuários e usuárias, considerando a exclusão social, as questões estruturais, o estabelecimento de referências e contra-referências como prioritárias dentro dos programas desenvolvidos. Assim, são apoiadas ações de fortalecimento da rede de redução de danos. 
Redução de Danos funciona?
· 23% dos usuários atendidos pelos PRD (Programas de Redução de Danos) procuraram tratamento para dependência química.
· Nos países onde foi implantada precocemente, como na Austrália, a taxa de infecção pelo HIV entre UDI se mantém abaixo de 5%.
- Em todos os locais onde os PRDs funcionam, melhora o acesso dos UDI aos cuidados de saúde e à qualidade de vida
Redução de danos é incentivo ao uso de drogas?
Não. Os Programas de Redução de Danos não incentivam o uso nem distribuem drogas. A distribuição de material preventivo visa a proteção à saúde. 
Vale a pena?
Só pelo resgate de pessoas que de outro modo continuariam marginalizadas e vulneráveis já vale. Além disso, a relação custo-benefício é muito boa: cada caso de Aids custa ao país, pelo menos , US$ 3,000,00/ano, só em medicamentos, enquanto o atendimento a cada UDI custa US$ 29.00/ano.
Fonte: http://www.netpsi.com.br/artigos/050204_reducao_danos.htm

Discutimos também o filme “O senhor das Armas” conta a história de um traficante de armas , como isso está presente em nosso dia-a-dia e não sabemos, envolvendo pessoas que na verdade seria responsáveis pela nossa segurança. Muitas vezes, a guerra contra os traficantes é financiada por agências de origem duvidosa que patrocinam a guerra contra as drogas, sem contudo resolver o problema dos usuários, suas famílias e da população em geral.
 O problema não é a substância mas o contexto a subjetividade, o sujeito pode entrar por qualquer droga, não necessariamente a maconha, Portanto deve-se focar no indivíduo e não tentar eliminar a droga, se não for uma será outra.
“Não devemos impor abstinência, não tem como ter o controle” para isso deve haver o vínculo com o paciente, pela defesa da vida e dos direitos humanos. A política de redução de danos também considera os graus de uso, que tipo de paciente se beneficiaria com essa metodologia.
Com a PNAD Política Nacional antidrogas de 2002 houve uma diferenciação entre usuário e traficante o que permite um outro olhar sobre o usuário.
A meu ver a questão ainda merece debate, deve haver uma diferenciação em campanhas e tratamento para quem já é usuário de drogas e campanhas mais efetivas de prevenção. A redução de danos também deve ser melhor compreendida e explicada para o grande público para que haja maior compreensão de como ela funiciona, e que seja benéfica e eficaz, para que não continuemos a propagar o preconceito.
Ainda é preciso pensar na prevenção à recaída e redução de danos clínicos e também sociais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário