quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Aula 4 07/01/10

“Dormia
A nossa Pátria mãe tão distraída Sem perceber que era subtraída Em tenebrosas transações.”


CHICO BUARQUE DE HOLLANDA


Bom a maioria das aulas até agora enfocaram a questão dos direitos humanos, e não há como falar de direitos humanos no Brasil sem falar de ditadura militar.
Entre tantas indas e vindas no assunto, comentário gerais e relatos, por que querendo ou não isso faz parte da história de cada um de nós, e compreender isso, é fundamental para construirmos uma nova realidade sobre os direitos humanos.

Para ilustrar melhor esse fato a professora passou também o filme Batismo de Sangue.






 O filme, como também “O ano que meus pais saíram de férias” trata a temática da ditadura no Brasil. Esse filme conta a história de Tito Alencar Lima, Frei Betto, e outros religiosos dominicanos e suas participações nesse período da história do Brasil. Não tem como ver esse filme é não se emocionar, e se revoltar contra tudo o que aconteceu... mas é hora de refletir sobre o tema.

Mas o que esse filme tem a ver com psicologia? TUDO, pois entender a construção das políticas públicas é perceber que há possibilidades de atuação e é preciso também entender como ocorre a construção dos direitos humanos no Brasil, através dos movimentos sociais.

Por ditadura entende-se o período da política brasileira em que os militares governaram o Brasil. Esta época vai de 1964 a 1985. Caracterizou-se pela falta de democracia, supressão de direitos constitucionais, censura, perseguição política e repressão aos que eram contra o regime militar.




 

Gostaria de manifestar aqui meu profundo pesar por aqueles que arraigados em suas crenças conseguem ignorar todos os crimes cometidos durante a ditadura, pelos militares, polícia etc. Como é possível alguém ser a favor e fechar os olhos a tudo que aconteceu. Pesquisando sobre o assunto visitei alguns blogs, que sim pasmem, de uma forma ou de outra induzem o leitor a ser contra os defensores dos direitos humanos e dizer que os “ditadores” estavam certos. Porque se algumas pessoas tiveram coragem de lutar pelos nossos direitos devemos agradecer e não condenar. Graças a essas pessoas podemos hoje estar publicando as nossas opiniões num blog sem um agente do DOPS ou outra pessoa, lendo e cortando o que não lhes interessa. Enfim temos o direito de dizer, mesmo com pontos de vista diferentes. Apesar de ser óbvio vale lembrar que antes de fazer algum juízo de valor sobre um fato é preciso analisar os dois lados do conflito.







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