A aula iniciou com um debate sobre o Orçamento Participativo com o Sr. Gilmar, e em seguida um debate com o Sr. Pisetti sobre a construção de organizações de bairros e associações de moradores de bairros. Ele contou como era no início a organização dessas entidades, inclusive no Bairro Madureira onde reside até hoje. UAB União das Associações de Bairros.
Em seguida ele deu seu depoimento sobre a época da ditadura militar em Caxias do Sul, pois por defender os direitos da população ele tinha sido preso nesse período juntamente com outras pessoas incluindo o Dr. Henrique Ordovás.
Além disso, discutiu-se sobre controle social e orçamento participativo, prioridades na assistência. Vimos que muitas conquistas foram realizadas através do OP, as comunidades nos bairros puderam entender o porque do uso do dinheiro público, onde estava sendo investido, e puderam opinar com o que realmente estavam necessitando no momento. Essa é também a lógica do SUS e do controle social, as pessoas terem acesso às contas públicas, descentralizando o poder e oportunizando à população em geral também garantir seus direitos.
Achei muito interessante a presença desses convidados, pois normalmente não sabemos de detalhes sobre ditadura, como as pessoas comuns lidaram com isso, qual foi a repercussão disso numa cidade pequena como Caxias do Sul. E também como foi o percurso histórico, como surgiram as primeiras associações de bairros na cidade.
No
segundo momento houve a palestra com a enfermeira Érika que explicou sobre a
Política Nacional de Humanização do SUS, o PNH e sua experiência com a
implantação do programa em Farroupilha.
Ela
relatou como é difícil no início, mas também que é possível! Foi muito bom o relato,
pois a partir disso, foi possível entender melhor como funciona a política de humanização na prática. Vimos também sobre a cartilha,
o documento base e revimos os princípios do SUS.
“A saúde é direito de todos e dever do estado”
como será bom quando isso ocorrer em sua integralidade.
Ela montou um GTH Grupo de Trabalho sobre Humanização, na cidade dela. Uma
das diretrizes do SUS trabalhadas foi a grupalidade, ou seja, a equipe faz a
diferença, tira o individualismo, buscar no grupo a força/potência do próprio grupo.
Aproximar os trabalhadores da área aos usuários do serviço. “Sempre o cuidado é
mais importante”. “O objetivo é o bem comum”.
De acordo com a profª é preciso VONTAGIAR vontade e
contagiar, para conseguirmos trabalhar nos princípios da política e haver o reencantamento
pelo SUS, incluindo os diferentes sujeitos no processo de saúde.
Nesse GT os profissionais, usuários e interessados
discutiam problemas e possíveis soluções no trabalho com a saúde, tentando
construir junto e colaborativamente.
Para finalizar vimos que para conhecer o serviço é preciso
ver de fora, analisar o que está bom e o que precisa melhorar para poder
avançar no processo de construção de melhores caminhos a seguir. E também ter
bem claro a questão da descentralização do poder, hoje pode-se estar no poder e
no futuro não, ter em mente as consequências disso e trabalhar sempre para o
bem comum.
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